18.12.05

MENSAGEM DE NATAL

TUDO O QUE POSSAS NECESSITAR OU DESEJAR JÁ É TEU.

Porque “o Reino dos Céus está dentro de ti”.

Mas onde? Dentro de mim, onde?
É a tua própria consciência.
Tu és e tens aquilo que estás consciente de ser ou ter.

O teu drama é que tu estás consciente de ser e ter aquilo que tu és e tens. E essa consciência é produto daquilo que tu e o mundo fizeram de ti. Chamas a isso a “realidade”. O que fazes, a cada momento, é estar consciente dessa realidade, quer gostes dela, quer não gostes, e é essa consciência que te mantém no estado em que te encontras. Chamas a isso a tua identidade, a tua personalidade, o teu eu.


NEVILLE GODDARD

Não te ocorre que, se estiveres consciente do que desejas ser ou ter, em vez de o estares do que és e tens, passarás a ser ou ter o que desejas – isto é, nascerás de novo, desta vez, pelo espírito.

Mas, quando digo “ se estiveres consciente do que desejas ser ou ter”, é preciso teres bem em conta que tu não és o que desejas, mas o que és. E, só és o que és, na consciência. És o que estás consciente de ser. Tens o que estás consciente de ter. Estar consciente de alguma coisa é muito diferente de desejar essa coisa. Desejar é estar consciente de que não a tens. Estar consciente de que a tens é sentir que a tens. É uma grande diferença.

Isto é: precisas de ser ou ter o que desejas, em espírito e em verdade ( na consciência) antes de o seres ou teres na “realidade”, na forma. Não se deita vinho novo em odres velhos. E, aqui, surge uma advertência muito importante: não pode ser o Fulano de tal, a Fulana de tal, isto é, não podes ser tu, tal como tens consciência de ser agora, que podes estar consciente da realização do que desejas. Repito: não se pode deitar vinho novo em odre velho. Tudo o que tens estado consciente de ser ou ter (ou de não ser e de não ter) entrará em conflito com a consciência da realização dos teus desejos. Não te permitirá aceitar a verdade dessa realização, no momento em que tentas tornar-te consciente dessa realização ( de que és isso ou tens isso). Então, que fazer? Nega-te a ti mesmo e segue-Me. É isso que tens que fazer: expulsar a tua presente identidade da tua consciência. Retirar a tua atenção de ti. Aquieta-te e sabe que EU SOU Deus. Fecha os olhos e sente-te a ti mesmo sem rosto, sem forma, sem corpo. Isto é: sente a consciência que és e não a forma, o teu corpo. A consciência é sem limites. Avança para esta quietude como se fosse a coisa mais fácil do mundo de conseguir.
Esta atitude assegurará o teu sucesso. E, evidentemente, o teu estado actual, problema ou preocupação estarão completamente fora da tua consciência. Quando todo o pensamento do problema e toda a consciência de ti mesmo estão fora da tua consciência, porque estás absorvido ou perdido no sentimento de seres apenas EU SOU, então, neste estado sem forma, começa a sentir-te a ti mesmo A SER o que desejas ser, ou A TER o que desejas ter.

É por isso que o Reino dos Céus está dentro de ti: na “tua” consciência. Porque aí, na “tua” consciência, está tudo o que possas desejar ou necessitar. Não está fora de ti. Procura, primeiro, o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o resto te será dado por acréscimo. E o Reino de Deus é a “tua” própria consciência. Aquilo de que estás consciente, momento a momento. O mundo, a realidade, tu, são as formas, as aparências exteriores daquilo de que estás consciente. É por isso que quem não é por Mim é contra Mim. Porque tens a liberdade de escolher a consciência do Bem ou do mal. Da Verdade ou da mentira. E, se estás consciente da Verdade – de que só a Perfeição, a Saúde, a Abundância, a Vida, o Amor – tudo o que é Bom e Desejável – de que só isso existe, se só estás consciente de Mim, então, conheces a Verdade e a Verdade te liberta ( de todas as aparências negativas).

Tu não és diferente da tua consciência. És a tua consciência. Repito: não podes ser tu a ser consciente do que desejas. E, se estás consciente de que és de uma maneira, é isso que tu és, e não o que desejas ser. Por isso, ter é ser. Tens que ser o que desejas ter, antes de o teres. Como é que és o que ainda não és? Pelo AMOR. Abandona-te mentalmente ao teu desejo realizado e sente o amor por esse estado, vive no novo estado e não no antigo.

Antes que Abraão fosse, EU SOU – João 8:58

No princípio, era o Verbo, (a Palavra) e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

No princípio, era a consciência incondicionada de ser – a consciência de ser, apenas, e não a consciência de ser isto ou aquilo. No princípio, era apenas EU SOU.

E a consciência incondicionada de ser tornou-se condicionada por se tornar consciente de ser alguma coisa, e tornou-se aquilo que se concebeu a si mesmo ser; assim começou a criação. Por isso, o homem é feito à imagem e semelhança de Deus: porque é dotado de consciência.

Por esta lei – a de, primeiro, conceber e, depois, tornar-se aquilo que foi concebido, todas as coisas emanam do Não – coisa, da Não – forma; e sem esta sequência, nada do que é feito foi feito.

Antes que Abraão ou o mundo fosseEU SOU. Quando todo o tempo deixar de ser, EU SOU. EU SOU a consciência de ser, sem forma, concebendo-me a mim mesmo a ser homem. EU SOU o eterno Não – Coisa contendo dentro do meu ser sem forma ( totalmente espírito) a capacidade de ser todas as coisas. EU SOU aquele no qual todas as minhas concepções de mim mesmo vivem, movem-se e têm o seu ser e, aparte de mim, nada é. EU SOU Aquele que É, como disse a Moisés, no Sinai. Permaneço dentro de cada concepção de mim mesmo; desta interioridade, estou sempre a procurar transcender todas as concepções de mim mesmo. Pela própria lei do meu ser, transcendo as minhas concepções de mim mesmo, apenas quando acredito ser eu próprio aquilo que transcende.


A TODOS UM BOM NATAL!!!!!

16.12.05

TUDO O QUE EXISTE É FEITO DO ESPÍRITO E PELO ESPÍRITO

Tudo o que existe é feito do espírito e pelo espírito.
Não vemos o espírito; vemos a forma daquilo que é feito de espírito.
A forma é mutável e temporária. O espírito é eterno e imutável.
Assim, o espírito é a substância de tudo quanto existe.
Nós também somos assim: somos o espírito que aparece ( que se torna aparente, visível, ) graças à forma, ao corpo.
Porque somos espírito, somos a substância de todas as coisas. Aquilo que chamamos “eu” e a nossa “vida” é uma criação do “nosso” espírito.
Vamos chamar “consciência” ao espírito.
Consciência é uma palavra que não existia no tempo de Cristo.
Mas aquilo de que estamos conscientes é aquilo que criamos. Momento a momento. Aquilo de que estamos conscientes ganha forma. Aparece.
“O homem é aquilo que acredita que é, no seu coração”.
Aquilo que acredita, no seu coração.
Esta distinção expressa por Jesus Cristo é fundamental. Consciência não significa “pensamento”. Consciência é aquilo que realmente sinto e não aquilo que penso que sinto ou que penso que sou. É nisso que eu acredito: naquilo que realmente sinto.
Então, se aquilo de que estou consciente – de que estou ciente com, isto é, de que estou ciente com todo o meu ser, a que aderi com pensamento e sentimento, totalmente, - ganha forma, materializa-se, aparece, posso ser e ter tudo o que desejo. Porque tudo é feito dessa consciência e por essa consciência. Pelo espírito. Pelo Pai em mim.
Hoje, neste mesmo momento, sou e tenho aquilo que tenho acreditado ser e ter. E muito do que sou e tenho não é aquilo que desejaria ser e ter. E surge um problema: é que acredito que sou e tenho aquilo que sou e tenho.
Como sair desta contradição?
Por meio de uma crença básica: a de que, no momento em que me torno consciente de uma coisa, essa coisa torna-se real, nesse mesmo momento.
Esta é a crença básica. A de que o espírito, a consciência, é a própria realidade (substância) daquilo de que estou consciente. E que, nesse mesmo momento, essa substância começa a adquirir a forma que a tornará aparente.
E assim é, Amen, se outra crença contrária não vier destruir ou impedir essa formação. Por outras palavras, assim é, Amen, se eu compreender e acreditar que tudo o que não sou e não tenho é o que não fui e não tive em espírito e em verdade.

Isto é a lei. É assim, independentemente dos nossos méritos ou deméritos, de acreditarmos ou não acreditarmos nela.

Assim, o que é fundamental é perceber, acreditar, que, quando fechamos os olhos e nos vemos e nos sentimos a ter ou a ser o que desejamos, isso torna-se real nesse momento. Isso é real, porque é real em espírito e, porque é real em espírito, é em verdade. E, porque é real, porque já é real, nesse mesmo momento e não mais tarde, e não um dia, sentimos e agimos como sentiremos e agiremos logo que essa realidade assuma forma, aparência. As formas, as aparências que ainda nos rodeiam e parecem desmentir a realidade do que criámos em espírito, são apenas isso mesmo: aparências das nossas criações anteriores. Já não têm qualquer poder que as mantenha, porque a sua substância – a consciência que as mantinha – mudou. “Eis que torno tudo novo”. Se, acaso, julgamos por essas aparências, isto é, nos mantemos conscientes delas, então estaremos a recriá-las e a anular o que criámos. Olhámos para trás, como a mulher de Lot.

É interessante comparar o que acaba de ser escrito com o ensinamento de Jesus Cristo sobre a oração : Tu, quando orares, entra no teu secreto (no teu íntimo, na tua consciência ) fecha a tua porta ( fecha a tua consciência a todas as aparências indesejáveis) e ora ao Pai ( o poder da consciência) que vê no secreto ( que é a própria consciência daquilo de que estás consciente) e o Pai te recompensará publicamente ( fará aparecer em forma o que criaste pelo espírito, na consciência).

Orar é Agora. É a libertação da recriação das condições indesejáveis que fomos mantendo por continuarmos conscientes delas. É um novo começo. É nascer de novo, pelo espírito.
Obs: este texto é forma, palavras, mas, a palavra mata; só o espírito vivifica ( isto é, a consciência).


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